Archive for June, 2008

Desktop… vale a pena utilizar Mac?

Posted on June 30th, 2008 in apple, linux | No Comments »

Ainda que custe admitir a alguns utilizadores Apple, a verdade é que existe uma “taxa” considerável de problemas com os Macbooks. Basta dar um salto ao prt.sc e volta e meia aparece alguém com um problema, não arranca, cores estranhas, bateria, disco, etc

Eu próprio tive os meus problemas, é certo que acabou tudo por se resolver, mas ainda assim põe me a pensar se tomei a decisão correcta ao comprar um Macbook.

Uma vez que não parava quieto no mesmo sítio, teria que ser sempre um portátil. Por muito que goste de Linux (Ubuntu em especial), a verdade é que existia sempre alguns problemas nos portáteis, não detectava a bateria, fazia o CPU estar no máximo, alguns atalhos não funcionavam etc
Portanto restava o Macbook, o Pro nunca seria opção… não tenho muito dinheiro. E o “base” tinha hardware porreiro e tinha o OSX.

O OSX… é para mim dois mundos. O mundo onde o hardware é todo (logicamente) reconhecido, sem espinhas, sem stress.. ligar e utilizar. O outro mundo, é aquele onde existe falhas como o finder ser uma treta, ter uma suite (iSomething) que interessa apenas a quem não faz nada e ter uma capacidade de me fazer desejar arrancar os cabelos quando um programa se fecha sozinho.

Ainda assim, e como nada é perfeito, era a melhor opção.

Agora passado quase um ano, olho para a minha escolha e acho que continua a ser a melhor opção… para Portátil.

No trabalho tenho um MacMini, é uma especie de “regra” tudo lá ser Apple (excepto o servidor de testes e um outro Desktop, para testar IE, etc) e sinto que tudo seria melhor se tivesse um PC… com Debian/Ubuntu/Linux.

Tendo em conta que o Ubuntu corre muito bem em Desktops (sem stress’s de hardware incompativel (em geral), nem baterias para lidar, etc), a questão do “hardware ser reconhecido” não é colocada. Da mesma maneira que comprando um PC (peça a peça) temos muito mais “mão” na manutenção do mesmo, isto porque num Mac, temos que ir 90% das vezes a uma loja/revendedor… e para quem não mora em Lisboa é chato, muito chato.

Claro que esta escolha aplica-se à minha realidade, programador web, onde as aplicações que necessito são as mais básicas.

Posto isto, é provável que compre peça a peça, um Desktop mais potente que o meu portátil por uns 300Euros (isto tendo em conta que tenho peça aqui em casa) e instalo o Ubuntu (que deixei à um ano e parece que melhorou bastante).

On-line backup service

Posted on June 24th, 2008 in Segurança | 4 Comments »

Hoje no Twitter o Alcides perguntava sobre o sucesso (ou não) de um possível serviço de backups com umas determinadas características.
Em jeito de resposta, acabei por dizer aquilo que eu mais procuro.

Basicamente:

  • Acesso SFTP/FTP
  • FronOffice tipo Box.net, com todos o sistema de partilhas, editores online, etc
  • Versioning através de um interface web (isto para restore)
  • Preço acessível
  • Enviar ficheiro por E-Mail e catalogar segundo várias tags

E assim de repente, é só.

Em relação ao preço a discussão é a mesma de sempre, se queremos um bom serviço temos que pagar.

Tal como já estou farto de dizer, hoje em dia 1GB de espaço já não vale $10 USD, pelo menos quando falamos neste tipo de serviços em que não temos E-Mail (spam free), PHP’s, MySQL’s e essas coisas típicas do Webhosting.

Mesmo colocando margens de 100% a nível de servidor (dá bem para cobrir todo a mão de obra) conseguimos ter (por ex) $1 USD por GB.
Isto tudo sem entrar em negociações com DataCenter’s nem compras em quantidade…

Portanto fica a pergunta, este serviço já existe? E custa $1 USD/GB para menos?

Portugal: Melhor que nada.

Posted on June 9th, 2008 in não-geek | 1 Comment »

Disclaimer: Eu não quero com este post generalizar a população portuguesa, quero sim alertar para uma grande parte da nossa população, que teima em viver com esse lema: Melhor que nada.

Sinceramente não sei onde nasceu esta expressão, “Melhor que nada”, mas é uma das que eu mais ouço quando me queixo sobre um determinado mal feito ou imperfeito.

Estamos em 2008, por esta altura a maioria das cidades portuguesas já devem ter um jardim grande, um dito “Parque Verde”. Esta foi a forma que as câmaras encontraram para tentar criar qualidade de vida, no meio do betão todo. Eu não conheço as cidades todas deste país como e óbvio, mas das que conheço (e especialmente aquela que me é mais próxima), esses parques verdes são literalmente relvados enormes… ponto. Não existem outras plantas, árvores/sombras… existe relva, um lago/ribeiro e pouco mais.
Quando nos dirigimos a alguém, perguntando pelas sombras ou por outros elementos, a resposta é geralmente a mesma: “Olhe… é melhor que nada”.

Estamos também numa era, onde cada vez mais se leva a sério a Internet. Questões como a acessibilidade têm sido cada vez mais debatidas e desenvolvidas… no meio amador. Em alguns dos sites com alguma responsabilidade social, podemos encontrar a mensagem “Este símbolo não garante que seja acessível, apenas indica que foram feitos esforços para…”.
Ora com esta mensagem, em alguns dos sites, significa “Fomos obrigados a colocar este símbolo, mas não quer dizer realmente nada”.
Por vezes quando os criticamos (por exemplo em blogs) ou e-mail dando exemplos/sugestões somos basicamente acusados de darmos importância a coisas que não interessam a ninguém.
Mais uma vez, o símbolo acaba por passar a mensagem “Melhor que nada”.

Aos poucos começamos a ver algumas ciclovias, seja pela questão ambiental ou por puro lazer, a verdade é que cada vez mais temos pessoas a andar de bicicleta. Em alguns municípios existe um esforço tremendo em criar ciclovias em condições, noutras…
Desde ciclovias com uma largura incrivelmente pequena, ciclovias que afinal são passeios e ciclovias a soluções tipicamente “desenrasque”, que passam por pintar a vermelho faixas de 1m de largura nas estradas principais… indicando aí a ciclovia.
Mais uma vez, temos que agradecer a essas Câmaras, porque afinal. “É melhor que nada”.

Nas auto-estradas temos bons exemplos como o lanço de auto estrada entre Caldas e Leiria, a “nova” A2 entre outros…
Mas olhando por exemplo para a A8 entre Caldas e Lisboa, temos curvas e mais curvas (que em alguns carros mesmo a 120km/h nem sempre são seguras), piso partido e sem falar no facto de grande parte ser em Betão, o que provoca um desgaste extra aos pneus.
Já passaram largos anos desde que estes problemas foram detectados, pouco se faz, mas vamos agradecer pois pelo menos temos uma Auto Estrada que liga o Oeste a Lisboa: “Melhor que nada”.

Onde moro tenho autocarros de 30 em 30 minutos para o meu local de trabalho, a viagem dura cerca de 30 minutos. De manhã perto das 9h o autocarro vai cheio, são cerca de 30minutos de viagem… muitas vezes em pé.
Desde o meu tempo de secundário que isto acontece (5 anos) e nada mudou.
Mas hey, pelo menos temos autocarro de 30 em 30 minutos. “Melhor que nada”.

Este ano na zona balnear que frequento, vamos ter menos nadadores salvadores, pois as verbas para o resgate/salvamento e segurança dos banhistas foi reduzida. Ainda assim os bares vão cobrar o mesmo ou mais pelos produtos e as Câmaras o mesmo ou mais pelas rendas.
Ainda assim lá vamos ter um nadador salvador de 500 em 500 metros… “Melhor que nada”.